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Terror


Com Osama bin Laden declarado morto o clima de tensão em todo o planeta voltou a crescer.
É difícil prever as reações de seus sucessores e das dezenas de organizações ligadas direta ou indiretamente a Al-Qaeda. Entre as incontáveis possibilidades de reação está um ataque nuclear aos EUA. Teoria esta baseada em informações fornecidas por Sharif al Masri, um egípcio que encontra-se aprisionado na base de Guantánamo; o homem foi questionado sobre o que aconteceria se Osama bin Laden fosse capturado ou morto e sua resposta causou grande espanto. "Uma bomba nuclear seria detonada nos EUA".
O depoimento aparece num informe elaborado em setembro de 2008 pelo departamento de defesa americano sobre outro terrorista, o líbio Abu Faraj al Libi, homem da Al-Qaeda responsável por
experimentos de guerra nuclear, química e bacteriológica em campos de treinamento no Afeganistão. Al Libi seria um dos poucos homens com autoridade para ordenar um ataque dessa magnitude e de acordo com sua ficha a Al-Qaeda possui um artefato nuclear, mas passa por dificuldades para transportá-lo. Segundo o egípcio Al Masri, a bomba estaria escondida na Europa e somente Al Libi saberia a exata localização.
O plano para detoná-la envolveria terroristas europeus, descendentes de árabes e asiáticos, Libi contaria com uma equipe de 50 suicidas para a operação. Mas as chances de um ataque como esse ser executado são bastante pequenas, já que nenhuma agência governamental ou não, detectou qualquer nível de vazamento radiação que possa indicar que um artefato como este estivesse em circulação pelo mundo.
O material apreendido na casa onde Osama fora morto indica que a Al-Qaeda planejava atacar um trem nos EUA, em comemoração aos dez anos do atentado de 11 de setembro. Contudo, é mais provável que as reações terroristas tenham início fora do território americano.
Existe ainda uma outra preocupação. O desaparecimento de Osama traz o fortalecimento de alianças entre a Al-Qaeda e outros grupos militantes ao redor do mundo, como o Jemaah Islamya, da Indonésia e o Abu Sayyaf, nas Filipinas.
Para estas organizações a morte de Osama o torna um mártir e seu desaparecimento cria o mito de um messias, que pode retornar a qualquer momento dando ainda mais força à ideologia unificadora que visa eliminar através do terror a influência ocidental sobre o mundo islâmico.
Quanto aos EUA, até o momento isto parece importar muito pouco. Seu objetivo parece ainda estar na caça aos responsáveis pelo atentado de 11 de setembro. "Trata-se sobre tudo de detectar as ameaças que estão em marcha e de alcançar outros objetivos no seio da Al-Qaeda, como Zawahiri", disse Michael Leiter, diretor do Centro Nacional Antiterrorismo dos EUA, referindo-se ao Sheik egípcio Ayman al Zawahiri, o sucessor de bin Laden. (na foto acima Zawahiri ao lado de Osama)
Diante nde tantas incerteza e possibilidades, há apenas uma afirmação prudente e correta: " Osama bin Laden tornou-se o maior terosiata da história, e sua "queda" não põe fim à Al-Qaeda, nem a organização terrorista alguma. Podendo ainda fortalecer e ampliar o terror.

Escola de suicidas
Foi nas madrassas que o Taliban e depois binLaden encontraram o cenário perfeito para a formação de terroristas suicidas. Originalmente escolas religiosas, as madrassas se tornaram centros de aliciamento e preparação para o martírio de jovens muçulmanos a partir da década de 90.
O nome Taliban é o plural de talib, estudante na língua local do Afeganistão. 

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